quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O nosso dia das crianças


Eu já li alguma coisa sobre a publicidade para crianças, sobre o consumismo infantil. E é bom ler, sempre!
Mas antes mesmo desse movimento. Aliás, antes que EU conhecesse esse movimento, eu já tinha algumas opiniões. Uma delas era q a data era somente comercial, tanto que ano passado não comprei presente, não fiz nada de diferente e a data passou.
Guilherminho com 1 ano e meio não entendia , não me cobrava.Antes mesmo, com apenas 4 meses eu nem lembrei de dia das crianças. Ele fazia 4 meses no dia 12, fiz o bolinho de “mesversário” e ele ganhou uma camisetinha da minha cunhada. Achei fofo e acreditei que era pelos 4 meses, nunca pelo dia das crianças (tudo bem que eu tava naquela vibe de não dormir, então muita coisa eu não percebia mesmo, hehehehe).

Outra coisa que vale lembrar, é que sempre temos, nessa época, brinquedos fechados que foram ganhados no aniversário. Nós abrimos, vemos o que é e selecionamos alguns para serem guardados. E de tempos em tempos, Guilherminho “ganha” um presente novo. Seja por bom comportamento, seja pq eu quero. Mas não abrimos todos os brinquedos de uma só vez, pq são muitos e uma criança de 2 anos não precisa de trocentos brinquedos pra se divertir. Aliás, nem precisa de brinquedos, não é?

Enfim! Essa volta toda pra dizer que decidi que não compraria brinquedos para o dia das crianças mas que comemoraria a data – Sim! As mães mudam de opinião! Cospem pra cima, sempre!rsrsrsrs

Deixei os avós e tios livres para dar brinquedos, afinal Guilherminho é ainda o único sobrinho.
E o nosso presente foi pra toda a família.
Fomos pra casa da minha irmã no Rio com uma programação muito interessante. O tempo poderia ter ajudado mais, mas não reclamo, pq Rio de Janeiro com sol de 40º não é programa pra criança, né?rrsrsrs

Fomos ao parque aquático, Rio Water Planet e o tio e o papai se divertiram mais que tudo.
Fomos ao museu da Aeronáutica e Guilherminho ficou encantado com tantos aviões.
Andamos de metrô e Guilherminho finalmente entrou em um trem de verdade.
Fomos ao Circo e Guilherminho teve medo do palhaço, mas se empolgou com as motos no globo da morte.
Fomos a um restaurante comer peixe, fizemos rodízio de pizza em casa. Meu cunhado e minha irmã se esbaldaram em ficar com Guilherminho e eu descansei com eles dando essa assistência especial!

Guilherminho se divertiu muito com os tios que deram uma atenção especial a ele e valeu muito nosso “dia das crianças”.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Trabalhar fora x Criar filho


Esses dias a crise do Trabalhar fora x criar filho tentou me pegar.
Não foi do nada, foi após uma palestra pra casais, onde a preletora disse que qdo fosse avó jamais ficaria com netos, que essa tarefa ela já havia realizado como mãe, que abriu mão do emprego pra criar os filhos e que gostaria de ser a vovó legal e não aquela que educa.

Pois bem, esse discurso de vovó legal tb era da minha mãe antes e durante a minha gravidez. Eu estava ciente disso, tanto que já estava programada para pedir transferência pra um setor onde eu pudesse trabalhar meio período e Guilherminho iria tranquilamente pra uma creche (eu cheguei a olhar uma), nesse meio período em que eu estivesse trabalhando.

Era uma ótima solução pra que eu não precisasse pedir demissão,a final sou funcionária pública e não é todo dia que a prefeitura ta a disposição pra dar ou não emprego, não é?

Mas Guilherminho nasceu e minha mãe se prontificou a ficar com ele. De bom grado, sem eu precisar pedir e de coração aberto.
Eu? Aceitei, claro! Pq a minha confiança seria muito mais nela do que na creche. Aí o tempo foi passando e um ano depois de ter voltado a trabalhar e estar trabalhando meio período, fui chamada pra voltar pro setor antigo com uma promoção. Tudo foi conversado e há 7 meses estou trabalhando período integral e Guilherminho fica com minha mãe o dia inteiro.

E as conclusões que eu tiro disso:
                Minha mãe não parou de trabalhar pra cuidar do meu filho. Ela parou de trabalhar pra cuidar de nós, seus filhos, e meu irmão caçula tem 22 anos, ou seja, não é por causa do Guilherminho que ela não trabalha fora.
                Eu não pago minha mãe, apesar de achar totalmente legítimo o pagamento, mas eu dou uma ajuda financeira pequena pra ela, pequena perto de tudo que ela faz pelo Guilherminho.
              Ela é a vovó legal, pq quem educa sou eu. Ela corrige, pq é avó e jamais deixaria ele bagunçar tudo sem falar nada (ás vezes ela deixa, rs), mas quem educa e ensina sou eu. Quem põe no cantinho pra pensar, sou eu. Quem ensina o que tem que fazer ou deixar de fazer, sou eu!
                Sou eu quem determino o que ele pode ou não comer. Fui eu quem dei danoninho pra ele (depois de 2 anos, claro), fui eu que proibi refrigerante.
            Todos os dias eu vou na hora do almoço e eu quem coloco ele pra dormir. Tentei dar almoço, mas essa parte não deu certo, pq Guilherminho tava comendo mal por estar com muito sono.
                A noite, quando ele está comigo, dou toda atenção pra ele e só faço alguma coisa dps que ele vai dormir. Antes brincamos, assistimos desenho, pintamos, conversamos... dou todo meu tempo pra ele e prezo muito aquele famoso “tempo de qualidade”.
                Eu sou a mãe dele e ele sabe disso, me reconhece como tal. Minha mãe é a vovó legal, que enche a piscina, faz cabaninha, assiste DVD com pipoca, leva pra sair, corre no quintal, deixa pegar as panelas pra fazer de bateria.

Ano que vem Guilherminho vai pra escolinha. Cedo demais eu até acho, mas é por necessidade, é pq eu trabalho fora e essa foi minha escolha. Sair pra trabalhar me faz bem, me faz uma pessoa feliz e se estou feliz consequentemente eu me torno uma mãe melhor. Não é simplesmente uma questão financeira, tem haver com autoestima, com produção e com desenvolvimento.

Se eu dia eu precisar parar de trabalhar, assim como muitas mães, pode ter certeza que vou arrumar alguma coisa pra me ocupar, pq isso é meu. Lindo quem se dedica a maternidade integralmente,  totalmente, fulltime, daquelas que se dedicam a casa, aos filhos e ao marido. Admirável quem faz homeoffice (juro, que eu tb queria!) mas muito mais que fez a escolha certa pra si e segue feliz assim, como eu fiz.

Um dia, quem sabe, eu não me enquadre num homeoffice? Até lá, vou me desdobrando em mil, matando um leão por dia e tentando me especializar em alguma coisa q eu seja capaz de produzir em casa, pq por enquanto, só muito amor mesmo que é produzido e ao contrário do que diziam quando eu namorava, ninguém vive só de amor, né bem?!?


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Parabéns para nós! 3 anos!

Hoje  o blogchito faz 3 aninhos! Nasceu junto com meu sonho em ser mãe. Já estava grávida e não sabia e aqui desenrolou toda essa história.
Aqui conheci muiiiiiiiiiiiiita gente! Do Pará ao Rio Grande do Sul! E tb fomos além, amigos de Portugal, dos EUA, Argentina e por aí afora!Saudades de quando isso aqui bombava!

O blog pra mim sempre foi uma terapia. Escrever sempre foi um hobby. Antes em cadernos, agora mais moderna, num blog, com a oportunidade de ser lida e comentada.

Há tempos q tirei da busca do google e com isso não recebo muitas visitas! Há tempos que não comento em outros blogs fervorosamente, como fazia antigamente e com isso meus comentários tb diminuíram  mas o que sempre vai ficar aqui, são as lembranças lindas da melhor fase da minha vida, a de ser mãe!

Minha Maternagem nunca foi polêmica, às vezes questionei assuntos, outras quis escrever o que realmente fazia sentido. Quis deixar de lado todo o lado romântico de ser mãe e mostrar que nem tudo são flores e que todas nós passamos por muitos conflitos. Mas ao poucos tb fui tomando forma da mãe  "comum" que não levanta a voz em favor da militância de nenhuma causa.Um erro eu sei, pq aprendi muito com as militantes! Lia e tirava as minhas próprias conclusões! Um dia quem sabe!

Aos que chegaram por agora, prometo animar! Nem que seja no projeto segundinho, hehehehehe


E quem quiser me "ler" mais, tb estou no ehojevaiserumafesta.blogspot.com




Beijosss
Anine Pinheiro