Guilherminho acabou de completar 3 anos, mas ele insiste em dizer, quando perguntamos qtos anos tem, que ele vai completar 4. Não é uma mentira, mas se "sofro" por ele já estar com 3 anos, imagina meu coração qdo ele só fala que VAI fazer quatro?
Ele junta os dedinhos bem apertadinhos e mostra o quatro e logo em seguida, já abre a mão toda dizendo que dps vai fazer assim, e mostra os cinco dedos!
E nessa de querer parecer mais velho, de não ser mais um bebê, Guilherminho tem deixado muitas coisas que lembrem a fase de bebê;
Quando perguntamos se ele é um bebê, ele prontamente responde. Não! Sou um menino!
E realmente é, mas ainda há coisas de bebê que nos acompanham:
- Apesar de estar desfraldado, a fralda noturna ainda me dá a sensação de ter um bebê em casa.
- Ainda ligo a babá eletrônica.
- Ele ainda dorme no berço. Estamos providenciando a cama, mas junto com ela quero fazer uma reforma no quarto, mudando a cara de bebê pra menininho e por isso tá cada dia mais sendo protelado. O berço até vira minicama, mas eu acho seguro deixar no berço mesmo, que é grande e tá servindo muito bem.
- Soneca do dia ainda existe. Durante a semana ele tira uma soneca na parte da manhã, pq acorda ás 7h junto comigo, e a tarde vai pra escola. E durante o fds a soneca é a tarde.
- tirei a mamadeira ele não tinha nem dois anos, mas ainda bebe Leite+mucilon no copinho.
bjus
sexta-feira, 26 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Uma experiência na escola pública
Matriculei Guilherminho numa escola pública, com muita convicção do que estava fazendo. Foi uma opção, claro, dps de conseguir a vaga através de um processo seletivo.
E entre muitas coisas boas que eu poderia destacar, uma foi surpreendente.
Há tempos que a professora vem me alertando sobre o comportamento do Guilherme em relação a outras crianças. Ela dizia:"Mãe, guilherme é muito carinhoso e ele quer o tempo todo abraçar outras crianças, principalmente a fulana (não vou colocar nome). Ele tem uma coisa com ela, de proteção mesmo. Mas ela não entende isso e não gosta dos abraços do Guilherme e vira e mexe ela, pra se defender, morde o Guilherme."
Taí uma coisa que me deixou preocupada. Como dizer pro meu filho que abraçar não era uma coisa legal??
Então, pensei muito e falei com ele.
Filho, não precisa ficar abraçando outras crianças toda hora. Tem amigo que não gosta muito.
Falei uma unica vez pq não estava convencida q Guilherminho estivesse errado. Mas como uma forma de protege-lo das mordidas das outras crianças. Até pq nunca assinei nada relacionado a atitudes "ruins" do Guilherminho. As conversas com a professora eram sempre, Guilherme foi mordido, alguém bateu no Guilherme e tals.
Aí fiquei pensando na tal menininha e o pq das atitudes dela. Pq os pais não corrijiam, pq isso pq aquilo.
Sei que meu filho pode talvez ter atitudes assim, mas acredito muito q isso é um reflexo de uma outra coisa. Dificil é detectar. Não acredito que é por maldade, é apenas reflexo de alguma situação.
Até q um dia, na hora da entrada, esperando abrirem o portão vi a menininha. Comecei a reparar que tinha um olhar triste, que não sorria.
No outro dia a mesma coisa, e assim foi. Vi que ela estava sempre com uma senhora e era bem provável não ser sua mãe. Talvez sua avó.
Um dia, tive a oportunidade. Não perguntei, mas a senhora sentou-se ao meu lado, no hall de entrada e comentou sobre a menininha.
" - faço questão de trazê-la todos os dias, pq ela se apegou a mim"
Fiquei curiosa e mostrei interesse na história.Aí a senhora continuou.
Cuido dela desde os três meses e achei muito bom qdo o juiz determinou q ela deveria frequentar uma escola.
Tava estampado na minha cara curiosidade e sem entender nada, comentei:
- Escola é bom pro desenvolvimento da criança!
Foi um comentário bem genérico, afinal eu estava cada vez mais perdida naquela história;
Até q a senhora comentou:
Ela fica no Abrigo e precisa de ter contato social com outras crianças. Eu trabalho no abrigo e quero muito q dê certo a vidinha dela, pq já vi muitos lá virarem marginais.
Meu mundo caiu!!!!
Queria poder pegar aquela linda menina, colocar no colo, abraças até não poder mais. E dps levar pra casa e cuidar dela pra sempre.
Talvez tenha sido isso que o Guilherme sentiu. Ele não precisa saber da história pra ter sentimentos assim, pq criança sente as coisas e percebe através da inocência delas a verdadeira essência de cada pessoa.
Alguns talvez achem q essa é a parte ruim da escola pública, mas de verdade? Problemas assim existem e não há como esconder, e eu acho muito bom q meu filho conviva com situações assim, pra desde pequeno entender q é preciso conviver mostrando carinho e amor ao próximo.
A escola, jamais, fez diferenciação entre as crianças e tenho certeza q eu jamais ficaria sabendo dessa história através da equipe da escola. Hoje tenho outros olhos para a menininha. E incentivo sempre, Guilherminho a abraça-la, pq um dia ele vai estar certo...
As mordidas não acontecem mais...
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E antes de terminar queria deixar claro que:
Não abomino escola particular, sei q em alguma etapa da vida do meu filho ele passará por ela.
Não acho q meu filho é melhor q ngm, mas q tem uma estrutura familiar e acredito q isso faça diferença sim.
Beijos
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