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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Relato do Parto... do Blog (Blogagem coletiva)



Eu acompanho os blogs há muito tempo, desde quando nem pensava em ter filhos. Lia sobre maternidade, sobre fotografia (Oi?), sobre culinária (Oi?2), sobre coisas interessantes.

Sobre a maternidade acompanhei toda a história da Michele Mac Culloch, mãe da Julia, a eterna mãe de primeira do jornal O Globo. Dps o blog passou a se chamar mães em rede e Michele continua postando, porem com muito menos frequência.

Depois conheci o blog da Mari, mãe da Alice e do Lucas, e li o blog inteiro em apenas 2 tardes.A conheci através do programa Happy Hour, da GNT. E essas duas mãe me inspiraram pra que eu criasse um blog. Acho que elas nem me conhecem pq eu raramente deixava comentário, e qdo deixava era "esmagada" pelo numero altissimo de comments q os blogs tinham.

Nessa época eu já estava tentando engravidar e na ansiedade das tentativas, conheci tb o e-family (q todo mundo conhece, rsrs). O e-family ameniza as nossas ansiedades de treinantes pq lá tem uma infinidades de situações e uma delas se encaixa com a sua situação. Já grávida, eu evitava ler, pq algumas coisas te colocavam medo, já q o numero de histórias trágicas é incrivel. Dps q Guilherminho nasceu, rarissimas vezes entrei, pq lá o filho de todo mundo é perfeito. Todos dorme, todos comem, todos isso, todos aquilo e eu nunca encarei a maternidade assim.

Mantenho esse blog, pq:

Pq eu trabalho fora e acesso do serviço. É como uma terapia. Ajuda a hora passar mais rápido e eu fico em sintonia com meu filho.

Tb pq minha irmã que mora longe, fica mais perto do sobrinho e acompanha todo seu desenvolvimento e também as minhas indecisões, rsrs.

Pq aqui fiz algumas amizades e quero cultivá-las.

Pq aqui eu me expresso.

Pq maridão dá maior força e ele é meu fã numero 1, rs

Pq aqui eu converso comigo mesma (aloka)!

* Texto postado originalmente em setembro/2011.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

As marcas do amor - blogagem coletiva

Sexta-feira eu estava linda e radiante, passeando no shopping e exibindo o barrigón, Sábado e domingo, passei por uma estadia na maternidade e segunda-feira, puftttt, minha vida mudou! Eu confesso que não estava preparada pra essa mudança, alias, eu achava que não iria mudar. Sério mesmo! Achei que EU não mudaria, meu MARIDO não mudaria, minha ROTINA não mudaria. Afinal, nunca ouvi ninguém comentando essas mudanças.


Mas mudou, TUDO mudou! Sei lá o que eu esperava, mas nunca uma mudança tão brusca como a que aconteceu.

Esperava sim, pelo meu BB com muita felicidade e por nenhum momento pensei nas mudanças que ele traria.

Meus pensamentos mudaram, meu corpo mudou e muitas opiniões mudaram!

A primeira coisa que me lembro é que eu chorava a toa, a toa. Tudo me fazia chorar. Era um choro de melancolia, sem sentido e aparecia do nada.

Se a casa estava cheia, eu chorava querendo ficar sozinha com meu filho, meu marido e minha mãe. Se a casa só tinha nós quatro, eu chorava pq sentia falta das outras pessoas. Minha casa tem dois andares e eu fiquei enclausurada no andar de cima, evitando as escadas. Lembro que a primeira vez q saí de casa, foi pra ir ao posto de saúde pra vacina BCG. Era muito estranho andar na rua, ver a vida das pessoas normalmente e eu ficava questionando a minha. Pensando se algum dia eu teria uma vida normal novamente.Assim que voltei, sentei no sofá da sala e dali eu não queria mais sair. Sabia que a hora que subisse pro quarto, dificilmente eu desceria novamente.

Por outro lado, eu que sempre fui muito independente, depender dos outros pra tudo me fez descobrir como é bom ser paparicada, amada, ajudada! Achei que não saberia lidar com isso, mas foi uma grande surpresa ver minha reação diante do cuidado do meu esposo e da minha mãe comigo. Acho que nunca me senti tão cuidada.

E foi o cuidado da minha mãe na minha alimentação mais a amamentação exclusiva que me fez perder todos os quilos da gravidez em apenas 1 mês. De brinde, ganhei algumas estrias. Não tive nenhumazinha na gravidez, mas por falta de informação e da tensão dos primeiros dias de um bb, eu deixei de passar o creme na barriga e pronto: as “benditas” apareceram. Não é fácil lidar com essa mudança no corpo, já fui a praia duas vezes e não tive coragem de colocar biquíni.

Antes eu achava q tinha uma barriguinha, mas agora descobri q eu não tinha, tenho agora. A cinta pós parto é minha amiga fiel até hoje. Mas fora isso, to feliz com meu corpo. Deixei de tomar refrigerante por causa da amamentação e sigo até hj. Não tenho mais vontade, não me faz falta e por causa disso me sinto menos inchada. Continuo com mesmo peso, mas as pessoas sempre comentam que estou mais magra que antes da gravidez. Isso me faz bem! Se antes eu não ligava pra opinião dos outros quanto ao meu corpo, hj ouvir elogios me ajuda, eleva minha auto-estima.



Outra coisa que mudou drasticamente foi meu modo de ver as coisas. Agora sinto que estou mais madura, convicta das coisas e ao mesmo tempo mais maleável. Antes eu era uma apaixonada, romântica que vivia no mundo das nuvens suspirando aos quatro ventos. Hj? Tenho mais o pé no chão. Faço planos que podem dar certo. Antes eu sonhava e sonhava, hj prefiro coisas mais concretas e reais.

Até Guilherme completar seis meses eu me culpava muito pq não conseguia se quer ficar em casa sozinha com ele. Ele não dormia a noite, acordava de 1 e 1 hora e qdo ia bem, ele dormia 3 horas seguidas e só. Isso me deixava desnorteada. Então eu corria pra casa da minha mãe, pq lá eu poderia comer, tomar banho , tentar descansar, etc... Isso acabava comigo, eu me sentia a pior das mães. Nessa época eu me questionei varias vezes se era hora realmente de ter um filho. E por pensar assim, o remorso me corroia. Segundo filho era assunto que me deixava totalmente mal, pq eu achava que já não dava conta de um, que dirá dois.

Financeiramente falando pouca coisa mudou. Assim que Guilherme nasceu eu fiquei muito preocupada e reservei uma quantia de dinheiro. Serviu apenas como poupança pq eu não quase não tenho gastos com o Guilherme. Não comprei fraldas até os 9 meses, 90% das roupas e sapatos foram presentes e não tive gastos com leite. Agora que ele tá comendo sopinhas e frutas, tb não tenho grandes gastos, pq a ferinha da semana fica sempre barato. E as fraldas são bem menos que no começo e mesmo assim meu sogro sempre compra algumas de presente, rs

O que mudou mesmo foi meu salário. Pedi mudança no emprego pra trabalhar apenas 6 horas e com isso perdi um adicional que tinha no meu salario. Hoje trabalho de 13h às 19h e foi a melhor escolha que fiz, consigo conciliar minha vida profissional com a maternidade. Melhor que conciliar vida doméstica com maternidade, pq nisso eu fui um fiasco. Não dei conta e não dou até hj, mas agora é diferente pq estou trabalhando, antes me sentia péssima de ficar em casa o dia inteiro e não conseguir manter a casa, roupas, comida e etc.

Já meu esposo sempre foi um paizão e um ótimo companheiro, me ajudou em tudo e continua até hoje. Faz questão de cada consulta, de cada vacina, de dar banho, colocar pra dormir, dar almoço, passear... E tem cuidado de mim, mesmo quando eu “abuso” da boa vontade dele. A paciência dele comigo é que me fez superar muitas coisas. E todas as vezes que achava que ele poderia mudar, ele foi gentil em aceitar as minhas queixas, esperar a poeira abaixar e me convencer que nem tudo é do que jeito que o “manual” manda. Pq eu achava que tava craque na teoria e que na prática eu tiraria de letra. Mas quando percebi q não era bem assim, eu me senti perdida e aí apelei pro bom senso e para o insitinto materno .

Enfim, a maternidade me mudou e apesar dos apesares, prefiro minha vida hoje. Costumo dizer que a gravidez prepara o corpo para as mudanças que virão, mas a cabeça, essa é aos poucos e eu só senti na pele mesmo o peso de ser mãe, no dia que meu filho caiu da cama, minhas pernas tremeram, fiquei péssima e naquele momento eu quis estar no lugar dele. Se pudesse eu queria ter caído no lugar dele e evitado tudo que aconteceu. Aí a ficha caiu: Mãe é capaz de dar a vida por um filho.