Tantos projetos têm surgido durante esse período de quarentena. Voltei para mais algumas redes sociais e tenho procurado evoluir com projetos pessoais.
Mas um projeto específico, que eu já estava há muito tempo querendo fazer, tomou forma.
Na correria do dia a dia, e no velho modelo de montar uma ideia, amadurecer, testar, colocar pra discussão, reavaliar e aí então fazer... me fez desistir por algumas vezes.
Mas aí veio a pandemia, não deu tempo de fazer essa organização toda e simplesmente fluiu.
Trabalho com uma equipe de 13 pessoas e sempre me senti angustiada por não conseguir dar atenção a todos como mereciam. Sempre há aqueles que precisam de mais que os outros e nesse ciclo, acabei negligenciando alguns.
Então, ao invés de trabalhar com todos ao mesmo tempo, poderia trabalhar com grupos pequenos?
Eu sei e vivo isso desde criança que grupos pequenos faz total sentido, desde criança, na igreja sempre foi essa a didática.
Hoje a equipe já é subdivida por setor é isso me incomoda, e eles sabem.
Então reformulei essa ideia e montamos grupos por área de atuação, independente do setor que atendem.
E nasceu um dos meus muitos projetos pra essa equipe. Trabalhar liderança, motivação, delegar, entender o pq das coisas, gestão de conflitos e negociação.
Fazer um trabalho de mentoria, de acompanhá-los de perto orientar com a experiência que já tenho e buscar neles a experiência que eu preciso.
Tá sendo tão bom pra mim e a esperança é que seja também bom pra eles.
Eu acredito em uma liderança de serviço. Sirvo aos meus liderados pq eles são a minha prioridade.
Esse conceito não é meu, óbvio, e quem quiser saber mais a respeito, procure pelo instituto liderança serva.
E o maior de todos os líderes usou esse modelo: Jesus!
No próximo post falarei mais sobre esse projeto!
terça-feira, 21 de abril de 2020
Meu blog
Sem muito planejamento alguns projetos estão sendo desengavetados.
Um deles é esse blog, meu refúgio, meu canto, meu lugar e meu espaço.
Aqui não escrevo para os outros, escrevo mesmo pra mim, tipo diário, sabe?!
Mas também gosto de compartilhar, não é segredo, então serve de experiência para outras pessoas.
Foi assim quando comecei, sempre foi pra registro, sempre foi pra eu guardar memórias. Uma pena mesmo que durante um tempo deixou de fazer sentido.
Pedro não recebeu tantos posts aqui, mas filho, quando vc ler isso, quero que saiba que pra vc eu dediquei outras mídias.
E escrever aqui faz minha imaginação ir longe e me ajuda a organizar meus pensamentos.
Comecei a escrever esse post com uma ideia, já mudei no meio do caminho e já pensei em mais outros três assuntos... e aí que tudo isso faz sentido pra mim.
A inspiração é na hora, as palavras e os pensamentos são rápidos e registrá-los me traz segurança.
Também não gosto muito de me alongar, pq eu sou uma leitora de mim mesmo. Gosto do que eu escrevo, então sem dúvidas esse blog é mesmo pra mim.
E se faz sentido pra mim, já valeu!
Já foi um projeto escrever um livro mas nunca amadureci a ideia!
Enfim, quis terminar esse post pq o assunto veio pra justificar o blog mas na verdade quero escrever sobre outras coisas.
Então até o próximo post que já está a caminho!
terça-feira, 7 de abril de 2020
E hoje foi dia de falar de Tecnologia!
E esse blog sempre teve um viés materno mas o nome escolhido há quase 10 anos tratava de experiências. Naquela época pq eu ainda não era mãe e tb pq eu já projetava muito bem essa palavra na minha vida: experiências!
Hoje em dia muito se fala de experiências. Experiência do Cliente, do Paciente, do usuário...
O X muito usado nas siglas é realmente a incógnita desse momento.
Como vc tem lidado com tudo isso que tem acontecido?
Para falar um pouco mais de Saude e Tecnologia vivi uma experiência muito bacana hoje, foi um momento muito marcante pra mim.
Receber uma profissional de TI, mulher e focada em Saúde para falar sobre tecnologias disruptivas para minha equipe foi mesmo uma nova experiência cheia de outras experiências.
Conheci a Renata aqui no blog, nossos filhos tem dias de diferença.
Éramos mães de primeira viagem, numa rede de cuidado umas com as outras e a amizade virtual acabou sendo algo de verdade.
Ambas da área de tecnologia e mesmo assim falávamos de todos os contextos que não era tecnologia.
Depois do blog de maternidade, fomos parceiras no meu blog de festas.
A Rê começou a fotografar com um olhar especial aos portadores de necessidade especial e em seguida começou a também fazer algumas festas. Suas fotos incríveis fora muuuuitos posts lá no Blog.
Foi uma parceria incrível durante esse tempo.
O tempo passou, seguimos caminhos paralelos e não tão distantes.
Voltamos a nos dedicar as nossas carreiras de tecnologia e por mais uma coincidência da vida estamos nos dedicando a Saúde.
Trabalhar em um Hospital Digital que preconiza a seguranças do paciente através de tecnologias faz meu coração acelerar e meus olhos brilharem. Quem está perto de mim sabe minha paixão por isso. E hoje em um gesto de parceria e generosidade, encontrei esse brilho nos olhos da Renatinha.
Vê-la falando de tecnologias disruptivas, de como a TI tem auxiliado na ampliação de Saúde e como tudo isso é gratificante me renovou mais uma vez!
Que o mundo seja repleto de Renatinhas que usam a própria experiência para construir algo bom para todos.
Obrigada Rê! Nada mais justo que um post aqui no blog pra falar de você!
Obrigada por tamanha generosidade!
Eu e minha equipe agradecemos de coração!
Blog da Renata: https://www.renatacoelho.com.br/
Hoje em dia muito se fala de experiências. Experiência do Cliente, do Paciente, do usuário...
O X muito usado nas siglas é realmente a incógnita desse momento.
Como vc tem lidado com tudo isso que tem acontecido?
Para falar um pouco mais de Saude e Tecnologia vivi uma experiência muito bacana hoje, foi um momento muito marcante pra mim.
Receber uma profissional de TI, mulher e focada em Saúde para falar sobre tecnologias disruptivas para minha equipe foi mesmo uma nova experiência cheia de outras experiências.
Conheci a Renata aqui no blog, nossos filhos tem dias de diferença.
Éramos mães de primeira viagem, numa rede de cuidado umas com as outras e a amizade virtual acabou sendo algo de verdade.
Ambas da área de tecnologia e mesmo assim falávamos de todos os contextos que não era tecnologia.
Depois do blog de maternidade, fomos parceiras no meu blog de festas.
A Rê começou a fotografar com um olhar especial aos portadores de necessidade especial e em seguida começou a também fazer algumas festas. Suas fotos incríveis fora muuuuitos posts lá no Blog.
Foi uma parceria incrível durante esse tempo.
O tempo passou, seguimos caminhos paralelos e não tão distantes.
Voltamos a nos dedicar as nossas carreiras de tecnologia e por mais uma coincidência da vida estamos nos dedicando a Saúde.
Trabalhar em um Hospital Digital que preconiza a seguranças do paciente através de tecnologias faz meu coração acelerar e meus olhos brilharem. Quem está perto de mim sabe minha paixão por isso. E hoje em um gesto de parceria e generosidade, encontrei esse brilho nos olhos da Renatinha.
Vê-la falando de tecnologias disruptivas, de como a TI tem auxiliado na ampliação de Saúde e como tudo isso é gratificante me renovou mais uma vez!
Que o mundo seja repleto de Renatinhas que usam a própria experiência para construir algo bom para todos.
Obrigada Rê! Nada mais justo que um post aqui no blog pra falar de você!
Obrigada por tamanha generosidade!
Eu e minha equipe agradecemos de coração!
Blog da Renata: https://www.renatacoelho.com.br/
sábado, 4 de abril de 2020
Suspeita Covid19, eu?
Chegamos ao dia 14!
Não achei que seria assim. Ainda no início, na divulgação dos primeiros confirmados da minha cidade tinham pessoas próximas a mim.
Foi um pânico, confesso, nunca mesmo imaginaria que seria tão perto e tão rápido.
Tive dor de cabeça, tive diarreia, cheguei sentir falta de art, tive contato com pessoas contaminadas.
Seria eu uma das suspeitas ou estava somente em uma crise pânico e ansiedade?
Não sei, não testei para o Covid19. O exame está escassso e eu bem. Não me sentiria confortável usando um teste que poderia salvar a vida de alguém.
Me isolei. Dos meus pais, dos meus irmãos e até dentro de casa.
Dormi separado, tudo meu separado e sozinha gerei dentro de mim o sentimento que assim era o melhor. Poucos sabiam o que eu sentia. Talvez essa seja a parte mais difícil, não ter com quem desabafar.
Contei para uma amiga que me disse que certeza que eu estava. Não tive os principais sintomas mas tive outros que me colocava no grupo dos assintomáticos.
Contei para um colega de trabalho, que me disse que eu não estava, era apenas medo mesmo e cisma minha.
Aos poucos eu fui falando, agora todo mundo pode saber... mas 14 dias atrás eu estava com medo de ter transmitido, de ter colocado em risco outras pessoas, pq eu sempre estive bem.
Mas se eu tivesse passado pra alguém que não ficaria, como seria?
Durante esses primeiros dias me consultei. Com um colega infectologista que me acalmou dizendo que não era mas que deveria me cuidar.
Também me consultei on-line e alguns medicamentos foram prescritos. Entre eles medicamento para falta de ar.
Até então eu ainda não sabia dos confirmados que eu tinha tido contato.
Trabalho em um hospital, uma colega me disse pra eu ir testar. Já era o dia 10. Já tava td ficando bem. Não fui e se realmente eu tive, não fui um número nessa estatística que nos angustiam cada vez mais.
Meus pais insistindo para sair de casa e eu fingindo normalidade ao pedi pra que ficassem em casa, não podíamos ter contato algum. E se eu tivesse?
Meu coração doía todas a vezes que ouvia minha sobrinha chamando pelo meu filho. Meu coração quase parou quando meu filho com a tristeza mais profunda me pediu para ir brincar no condomínio.
A medida do isolamento é clara: se teve contato, fique em casa. Pare o ciclo da transmissão. Eu acredito nisso, precisava cumprir.
Em 14 dias não sai. Nem ao menos no portão. Me sinto responsável por estar assim, vou cuidar de mim mas principalmente daqueles que tenho por perto.
Queria eu que todas as pessoas pudesse pensar assim.
Semana que vem já volto ao trabalho presencial. Apenas alguns dias na semana. Vou me cuidar mais, agora já temos informação suficiente para reduzir as possibilidades de contágio. Pq se eu não tive não é agora que eu quero pegar.
Talvez o pânico volte, talvez eu seja contaminada de fato, talvez pode acontecer tanta coisa... mas agora que o período da quarentena passou vamos ajudar a quem nos ajudou.
Espero que não demore muito mas se demorar farei minha parte pra que isso seja o menos pesado possível.
O mundo precisa que a gente pense no próximo!
Não achei que seria assim. Ainda no início, na divulgação dos primeiros confirmados da minha cidade tinham pessoas próximas a mim.
Foi um pânico, confesso, nunca mesmo imaginaria que seria tão perto e tão rápido.
Tive dor de cabeça, tive diarreia, cheguei sentir falta de art, tive contato com pessoas contaminadas.
Seria eu uma das suspeitas ou estava somente em uma crise pânico e ansiedade?
Não sei, não testei para o Covid19. O exame está escassso e eu bem. Não me sentiria confortável usando um teste que poderia salvar a vida de alguém.
Me isolei. Dos meus pais, dos meus irmãos e até dentro de casa.
Dormi separado, tudo meu separado e sozinha gerei dentro de mim o sentimento que assim era o melhor. Poucos sabiam o que eu sentia. Talvez essa seja a parte mais difícil, não ter com quem desabafar.
Contei para uma amiga que me disse que certeza que eu estava. Não tive os principais sintomas mas tive outros que me colocava no grupo dos assintomáticos.
Contei para um colega de trabalho, que me disse que eu não estava, era apenas medo mesmo e cisma minha.
Aos poucos eu fui falando, agora todo mundo pode saber... mas 14 dias atrás eu estava com medo de ter transmitido, de ter colocado em risco outras pessoas, pq eu sempre estive bem.
Mas se eu tivesse passado pra alguém que não ficaria, como seria?
Durante esses primeiros dias me consultei. Com um colega infectologista que me acalmou dizendo que não era mas que deveria me cuidar.
Também me consultei on-line e alguns medicamentos foram prescritos. Entre eles medicamento para falta de ar.
Até então eu ainda não sabia dos confirmados que eu tinha tido contato.
Trabalho em um hospital, uma colega me disse pra eu ir testar. Já era o dia 10. Já tava td ficando bem. Não fui e se realmente eu tive, não fui um número nessa estatística que nos angustiam cada vez mais.
Meus pais insistindo para sair de casa e eu fingindo normalidade ao pedi pra que ficassem em casa, não podíamos ter contato algum. E se eu tivesse?
Meu coração doía todas a vezes que ouvia minha sobrinha chamando pelo meu filho. Meu coração quase parou quando meu filho com a tristeza mais profunda me pediu para ir brincar no condomínio.
A medida do isolamento é clara: se teve contato, fique em casa. Pare o ciclo da transmissão. Eu acredito nisso, precisava cumprir.
Em 14 dias não sai. Nem ao menos no portão. Me sinto responsável por estar assim, vou cuidar de mim mas principalmente daqueles que tenho por perto.
Queria eu que todas as pessoas pudesse pensar assim.
Semana que vem já volto ao trabalho presencial. Apenas alguns dias na semana. Vou me cuidar mais, agora já temos informação suficiente para reduzir as possibilidades de contágio. Pq se eu não tive não é agora que eu quero pegar.
Talvez o pânico volte, talvez eu seja contaminada de fato, talvez pode acontecer tanta coisa... mas agora que o período da quarentena passou vamos ajudar a quem nos ajudou.
Espero que não demore muito mas se demorar farei minha parte pra que isso seja o menos pesado possível.
O mundo precisa que a gente pense no próximo!
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