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quinta-feira, 17 de março de 2011

Post Secreto - As mudanças da maternidade




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Post Secreto:
O início da mudança e o descompasso: o que esperar da nova vida com uma vida nova?

Por Patrícia Alves*



Nunca sonhei em ser mãe. Ver a barriga crescer, cuidar e educar um filho nunca foi objetivo de vida, pelo contrário, cresci rodeada de muitas crianças e por isso sempre tive uma impressão de trabalho e opressão com relação a maternidade.

Acontece que antes de casar já sabia que o marido fazia questão de ser pai e embora a maternidade nunca tivesse sido idealizada e sonhada, também achava que seria importante e que constituir uma família é fundamental e importante para o casal, para a vida.
Passados alguns anos de casada, pressionada pelo marido, determinei o ano em que tentaria ficar grávida, achando (no fundo do coração) de que demoraria muito para ficar, então que tudo bem e eu poderia ir culpando a dificuldade quando o marido pressionasse.

Fiz os exames prévios, visitei várias ginecologistas, me identifiquei com uma e decidi começar os treinos, achando que levaria no mínimo 1 ano para a concepção acontecer, afinal é o que diz a estatística. Acontece que Deus resolveu mandar meu rebento antes e engravidei super rápido, contrariando toda e qualquer estatística. Quando a menstruação atrasou no mês seguinte meu coração apertou. "Poxa, será que estou grávida? O que vou fazer?"


Olha, eu queria ficar grávida, mas contava com a demora de pelo menos um ano e foi muito rápido então posso considerar como acidente, rs, claro que muitas pensarão "pessoa de sorte" eu tentei x anos... eu compreendo, tanto que não conto isso para ninguém, mas me decepcionei com a rapidez - eu precisava do tempo da estatística!
Mas como Deus sabe o que faz, hoje vejo que ele me mandou um anjinho imediatamente porque sabia que se demorasse eu desistiria e enrolaria até que não teria. E ainda bem que Ele agiu assim.

Eu soube do resultado positivo 3 dias antes do meu marido. Não fiquei feliz o suficiente para contar. Não queria que ele percebesse isso, por isso demorei. Fiz o exame de fármacia por três vezes, todos foram positivos. Guardei em segredo e comecei a trabalhar no meu intimo essa novidade, quando me senti "preparada" contei para o marido do teste e resolvemos fazer o de sangue. Eu já sabia que estava grávida.

A gravidez ocorreu sem qualquer complicação e eu percebo hoje que a maternidade aflorou a cada ultrassom, era o único evento que eu festeja e contava os dias para acontecer.

Não sofri com enjoos, desconfortos ou qualquer outra coisa. Comi de tudo, passeava, vivia normal à exceção do sexo, que por pura cisma do marido foram suspensos, o que nos afastou ainda mais...

A família ficou super feliz. Mas eu ainda não me encontrava nessa felicidade toda. Senti muito medo, de tudo, da vida, do que deixaria de viver e fazer, se teria paciência ou não, ansiei muito.

O marido nunca foi de muita conversa e foi ao longo da gravidez que nos distanciamos muito. Parecia mundos distintos. Ele me cobrava atitudes que eu não achava que tinha de ter.


Bebê chegou e ai a coisa complicou. Sofri muito com baby blues, chorei 15 dias todos os dias muitas horas por dia. Ninguém me compreendia e todo mundo me cobrava. Me tranquei no meu mundo, no meu relacionamento surgiu um abismo que está difícil de ser preenchido. Com isso pensei muito nos primeiros meses de vida do meu bebê o que eu deveria esperar da maternidade. É claro que cada pessoa tem uma experiência, ritmo e ponto de vista. Mas,penso muitas e muitas vezes que me iludi e moldei uma maternidade que nunca existiu, por isso sofri, e sigo me culpando e pensando que talvez o "treino" mais longo teria sido melhor para eu me preparar, mas será que me prepararia mesmo? Acredito muito que Deus sempre sabe o que faz, Ele é perfeito. Hoje sempre crio menos expectativa acerca dos acontecimentos/eventos para não sofrer. Mas, em contrapartida, com isso acabo não curtindo intensamente todos os momentos do meu bebezinho. É um duelo íntimo e solitário.


Fico refletindo, divagando, sonhando e imaginando a família que queria para meu filho, a que seria perfeita para nós, a que tinha tudo para dar certo mas no meio do caminho desandou e não consigo dar o ponto, novamente.
Sonho com mães e pais que conversam, dialogam e decidem sobre como educarão e seguirão suas vidas com o filho. Eu vivi um lar estruturado, quero que meu filho tenha um lar estruturado, mas não consigo fazer sozinha e se o parceiro não demonstra interesse em mudar, em tentar, em reatar, como fazer?


Você constrói uma vida assim? Como Você faz? Qual experiência deu certo para ti?
Alguém vive algo parecido?
Beijos, Patrícia Alves*
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Assim como no post acima, se vc deseja fazer um desabafo, mas não quer se expor, mande seu relato para o endereco: experienciadecadadia@gmail.com e estarei publicando, mantendo sempre o sigilo!
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fonte da imagem: google imagens

* Nome fictício.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

** Post Secreto!

Cris Bomfim, mãe do Rafa, me propôs uma Blogagem coletiva sobre baby blues. Porém, eu sempre evitei comentar por dois motivos:
1-Pq eu achava q tinha saído e dps tinha uma recaída
2-Pq eu exporia minha vida e de outras pessoas.

Pensando nisso, gostaria de propor o post secreto!
Como?
Se vc deseja falar de alguns assunto(qualquer um), mas fica constrangida de escrever no seu próprio blog pq vai expor sua vida e de outras pessoas, estou abrindo espaço no bloguinho pra isso. Vamos trocar os nomes e não mencionar o dono do blog. 
Pq?
Assim, vc poderá desabafar  e receberá comentários sem se identificar e tb poderemos compartilhar com outras pessoas coisas q a maioria de nós passamos, mas pra evitar constragimentos não comentamos.

O assunto pode ser qqr um. Baby blues, sogra, visitas, DPP, casamento, maridão...!!
quem se interessar, me mande um email com o relato. Se tiver sempre, vou separar um dia da semana para publicar, e no meio desses eu coloco os meus tb.

E aí?? O que vcs acham??


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Dia 28 tem blogagem coletiva dos papais!!!