quinta-feira, 14 de julho de 2011

Falando sobre Avós

Lendo o post da Taly, mãe da Emily, e resolvi escrever sobre avós!

No dia que Guilherminho nasceu, lá estava minha mãe ao meu lado. Eu, tentando ser prática e achando que seria moleza, disse que não precisava se preocupar. Mas minha mãe insistiu e disse que ficaria comigo na maternidade.

Nos dois dias na maternidade eu ainda estava meio avoada. Curtindo a novidade, mas a ficha ainda não tinha caído o quanto eu precisaria de alguém pra me ajudar.

Aí fomos pra casa e não havia nada combinado. Minha mãe se prontificou a ficar lá em casa e eu aceitei a ajuda dela, ainda sem entender como seriam meus dias. E vieram as cólicas, as muitas todas noites sem dormir, a vontade de conversar e o baby blues... enfim, minha mãe virou um anjo naqueles dias. Foram 2 meses e eu sempre muito insegura.

Eu olhava o cuidado dela com o Guilherminho e ficava pensando quando eu chegaria naquele estágio. Por muitas vezes me achei uma péssima mãe e no auge do baby blues pensei seriamente se eu seria capaz de cuidar do meu filho tão bem quanto minha mãe (tô com lágrimas nos olhos).

Minha sogra ia de vez em quando lá em casa. Ainda meio tímida não demostrava muito entusiamo com o neto. Ficava na dela.

Aí Guilherminho foi crescendo e minha mãe voltou pra casa dela, pra rotina dela. Eu? eu não conseguia dar conta do Guilherminho e de mim. Me sentia muito insegura e ia todos os dias pra casa dela. Passava o dia inteiro lá. Por algumas vezes fiquei sozinha com meu filho, mas sempre era muito dificil pq eu não dormia de madrugada.

Sete meses se passaram e voltei a trabalhar. Antes de engravidar o projeto inicial seria Guilherminho ir pra uma creche, mas minha mãe se dispos a ficar com ele pra mim. Eu aliviada agradeci.

Nunca me preocupei se ele estaria bem ou não. Sempre tive certeza que minha mãe cuidaria muito bem do Guilherminho. Assim como eu, ela tb futuca a internet e tem consultas períodicas com o Dr. Google. Já teve dias dela vir comentar comigo, algo que eu tb tinha lido sobre o desenvolvimento de bebês. Nunca discordamos em nada da maneira como criá-lo.

Ás vezes eu perguntava como havia sido com meu irmão ou minha irmã e minha mãe me supreendia com respostas do tipo, ah, mas naquela época era diferente, hj temos informação. Sempre aberta a novas situações. Nunca ouvi dela o tipo: Ah, eu fazia isso e nunca tive problemas!

Guilherminho segue uma rotina na casa da avó e eu a mantenho nos fds. Eu trabalho apenas meio período, por isso na parte da manhã eu tb tenho uma rotina e Guilherminho está muito bem adaptado. Minha sogra e meu sogro vão lá em casa todos os dias pela manhã e toda timidez do início já não existe mais.

Um dos meus medos era minha mãe ficar com Guilherminho e perder aquele lance de avó legal, mas pelo contrário, ele a adora e eles se divertem a tarde toda. Sem contar que Guilherminho já aprendeu que a vovó Lú gosta do cochilo da tarde e lá vão os dois dormir a soneca gostosa da tarde.

Tô sempre mandando fruta, legumes, fraldas, pomadas... mas minha mãe tb compra, por vontade própria. Procuro sempre estar ajudando em outras coisa tb e todo mês dou um "presente" em dinheiro. Claro que é pouco, não é o que ela merece. Tb não é pagamento, apenas reconhecimento e um obrigada por cuidar muito bem do meu filho. Se eu pudesse daria mais, muito mais.

Certa vez uma pessoa perguntou pra minha mãe quanto que eu a pagava pra ficar com meu filho. Ela disse que nada, que ela ficava com ele pq queria e encerrou o assunto.

Uma das minhas preocupações era a saúde da minha mãe. Minha mãe tem diabetes tipo 2 (q não necessita de insulina). Aí de uns tempos pra cá ela começou a emagrecer muito e fiquei muito preocupada e ela tb. Era quase certo que a glicose estivesse muito alta e por isso ela estava perdendo peso.

Meu coração ficou apertado pq em nenhum momento eu queria q o fato dela cuidar do Guilherminho atrapalhasse a sua vida, sua rotina e principalmente a sua saúde. Minha mãe fez os exames e graças a Deus estava tudo normal. O fato dela ter emagrecido ajudou a controlar a doença e isso aconteceu justamente pq ela estava cuidando do Guilherminho, ou seja, ela tb estava ocupando a mente e conseguindo seguir uma dieta. Fiquei muito feliz!

Quando minha mãe precisa sair, ir a uma consulta ou qqr outra situação, minha sogra fica com Guilherminho e ele fica super bem. Não tenho essa afinidade de conversar com ela sobre alimentação, rotina... mas eu respeito o jeito dela, afinal, algumas vezes é necessário. Minha mãe precisa, eu preciso e Guilherminho tb precisa se acostumar com a avó paterna.

Guilherminho já está com 1 ano e 1 mês e todos os dias ele me dá tchau pra eu vir trabalhar. Sabe que é legal ficar na casa da vovó e no final da tarde a mamãe vai passar pra pegá-lo.
Se tenho ciumes? Não, nunca tive, pelo contrário, tenho a maior admiração pela minha mãe e pelo cuidado dela com Guilherminho. Lembro da minha avó, mãe da minha mãe, que faleceu quando eu tinha 7 anos e minha mãe apenas 26. Ás vezes ela morava conosco e tenho muitas lembranças boas dela e uma saudade enormee. (mais lágrimas nos olhos).

Quando Guilherminho completar 2 anos ou 2 anos e meio (jan/2013), ele vai pra escolhinha. Aí eu decido se volto a trabalhar período integral ou se dou um irmãozinho pro Guilherminho, mas tudo isso se a avó concordar e me ajudar, pq eu sei que consigo sozinha, mas com a ajuda ela é infinitamente melhor.


Beijos e até mais

[minha mãe com Guilherminho]
 [minha sogra com Guilherminho]

3 comentários:

Gabriela Teixeira disse...

Faço da sua escrita a minha!
Vem cá...será que somos almas gêmeas?! Hahahaha..
Bjos

nnnn disse...

Ah que lindo! Minha mãe tb é assim sabe.QUando a Anna nasceu, ela veio aqui, deu banho até eu me sentir segura pra isto..
Me ajudou muito sem nunca reclamar de nada..
Ela cansou de correr aqui pra casa quando eu estava numa crise de choro e desespero quando a Anna começou a mudar e ficar apimentada..
Mãe é tudo de bom né?!
Bjs

Lu disse...

Que post lindo! Eu passei por uma situação parecida e me emocionei ao lembrar...

bjo!