terça-feira, 11 de setembro de 2012

Grudado na mamãe

Guilherminho sempre foi mais apegado ao pai. Pq o pai tem sempre o mais legal pra oferecer, né??rsrsrs e isso sempre foi tranquilo pra mim, nunca tive ciumes, sei da minha importância como mãe e ponto!
Mas de uns tempos pra cá, acredito que desde que o pai começou a fazer faculdade a noite, Guilherme tá num grude comigo. Mas muito mesmo, como nunca antes.

Ele chora pra ficar na casa da avó, qdo vou trabalhar.
Se estou com ele, só serve o meu colo.
E coisas do tipo.

Eu estranho pq nunca foi assim, ele sempre ficou numa boa na cada da minha mãe, revezava o colo tranquilamente, ficava com outras crianças e sem a minha presença;

Aí eu fico procurando resposta pra isso. Será que é ansiedade da separação tardia?? Pq já passou da hora, né?? Será que é o tal complexo de édipo, que ta vindo precocemente?
Enfim, não sei o que é! Mas eu percebi que tem haver com o pai ter começado a estudar, mas como resolver isso é que eu não sei.

Pq é até gostoso vê-lo me chamando, só me aceitando e blá, blá, blá. Mas me dói vê-lo chorando por mim. E se ele chora é pq tá sofrendo (eu não acredito que é manha, birra ou coisas do tipo).Imagina uma criança de dois anos abaixando a cabeça e a lágrima caindo? É assim! Não tem escândalo, não tem pirraça, não tem nada, apenas uma criança triste pela minha ausência

Eu sempre o preparei para esses momentos da minha ausência. (Pelo menos eu acho!) Sempre conversei muito com ele, expliquei q a mamãe gosta de trabalhar, que sempre vai voltar, que a vovó tb gosta q ele fique lá. E tb dou o tempo que tenho pra ele da melhor maneira possível. Brinco, assisto dvd., faço a coreografia do peixonauta, rio, escondo, imito bichos, dou muitos beijos, conto histórias, faço coisas gostosas... enfim, valorizo muito o tempo de qualidade com ele.

Já mudei a rotina dele a noite, incluindo um banho com ele pra gente brincar no chuveiro.
Já inclui uma refeição (tipo um café da tarde) dps do jantar (que é dado pela minha mãe) e antes da mamadeira, pra que a gente coma juntos.
Já expliquei pra ele sobre a situação do papai.

Tento não me apegar nessas teorias que a gente tenta se enquadrar pra explicar a situação. Mas é que desta vez estou bem perdida e procurando uma maneira pra resolvê-la.

Será que tem haver tb com o desfralde?? Cada hora é uma pergunta que me vem a mente, pra tentar resolver essa questão.
Enfim, sei q uma hora isso passe e q todos saiamos bem dessa situação!

Beijos

3 comentários:

Rebeca disse...

Amiga, creio que é uma faze, pois Rafael está igual. Não tenho sossego, ele quer e exige a minha presença o dia todo. Se ele vê alguma coisa no quintal, eu TENHO que parar o que estiver fazendo pra ir olhar tb. Me chama à noite para segurar sua mãozinha quando acorda, enfim...
Acho que é fase, pq ele não era assim. Se estivesse com o pai ou a avó, estava tudo bem.

Beijos

Rebeca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rebeca disse...

Ah, esqueci de comentar sobre o post anterior rs!
Eu refleti pra caramba, puxa...
A fonoaudiológa sugeriu que colocássemos Rafael na escolinha, pra que ele desse uma acelerada na fala, que ela acredita estar atrasada (por causa da fenda e tal). No momento, não temos nenhuma condição de pagar uma escola pra ele. Nenhuma mesmo. E estão construindo uma UMEI em frente a minha casa. Meu pai logo se empolgou, e disse que ele vai estudar lá (coisa de avô possessivo, nem me oerguntou se eu pretendo fazer isso, rá). Mas aí que rola todo aquele preconceito, e um pouco da minha parte tb, eu confesso. Com quem ele irá conviver lá?
Eu não moro na melhor parte do meu bairro, pelo contrário. Como é que ficamos numa situação semelhante? Eu gostaria de colocá-lo numa escola cristã, mas é paga. Ele ainda é novo, e eu sou dona de casa, então poderia adiar a escola.
Eu não sei se esse pensamento é certo, mas é uma questão que me afeta.

Beijo