quinta-feira, 1 de abril de 2010

:: Mãe x Profissional x ???

O assunto é difícil e complicado, mas vamos lá.

Cresci vendo minha mãe como exemplo de "Dona de Casa". Ela parou de trabalhar para se dedicar aos filhos e a casa. Nunca demonstrou q se arrependeu.
Uma única vez, ela foi trabalhar fora. Não durou muito!


Eu? Quis experimentar o contrário. Precisei trocar um pré-vestibular numa das melhores escolas da minha cidade para cursar um técnico e ter uma profissão "mais cedo".

Aos 16 anos já estava no mercado de trabalho, fazendo estágio, enquanto a minhas amigas do outro colégio ainda escolhiam suas opções de vestibular.

Minha mãe sempre me deu força, tanto pra mim quanto pra minha irmã, que seguiu essa mesma linha.

Ela dizia: "Se for pra vcs trabalharem fora, não se preocupem com as coisas de casa".
Então eu só colaborava nos fds e olhe lá.Acho que no fundo, minha mãe se realizava em nós.


Há essa altura, já formada e contratada, trabalhava para pagar a facul, enquanto minhas amigas estavam indo pra capital, estudar nas federais, ainda dependente dos pais.


Qdo minhas amigas se formaram na graduação, outras já no mestrado, eu me casei.

Provavelmente agora elas devem estar se casando e eu vou ser mãe, rsrs


E nessa volta toda que eu dei foi pra pensar: E agora?


Seria errado largar tudo pra ser inteiramente mãe?

Posso ser inteiramente mãe, sendo profissional?

Esse assunto é longo e essa foi somente a introdução. Confesso que tenho medo de continuar trabalhando e ser uma mãe ausente. Tenho um exemplo positivo da minha mãe q se dedicou aos filhos e hj, nós 3, estamos "encaminhados". Assim como minha sogra com seus filhos.


Tenho muito medo desse mundo de hoje e das inúmeras notícias de adolescentes e jovens revoltados, envolvidos com coisas erradas e mtos por causa da ausência dos pais. Eu sei que não é regra, conheço mães integrais q os filhos se 'perderam', assim como mães profissionais q os filhos estão muito bem, mas sabe aquela de: E se eu tivesse feito assim... talvez meu filho fosse assim...???

Sempre brinquei dizendo q trabalharia fora, nem que fosse só pra pagar a empregada, já q não sou muito chegada nos serviços domésticos... (ihhhhh, #prontofalei rsrs)

Mas, jamais, quero trabalhar fora SÓ pra pagar babá. Entendem?

As coisas tem q valer a pena e hj não sei qual é o que vale mais...


Por outro lado, sei que trabalhando posso ajudar a dar um futuro melhor pro meu filho. Talvez ele não precise entrar "cedo no mercado de trabalho" e tenha a oportunidade de ir pra capital estudar numa federal.
Ele tenha mais chance de fazer inglês, natação, futebol, música, aramaico, mandarim e qualquer-outro-curso-que-tiver-na-moda, todos juntos, sem precisar optar pelo mais em conta pra caber no orçamento.

Tem aquela da Qualidade x quantidade e mais um monte de teorias do mundo moderno.


É! As coisas são assim: escolhas x consequências.


E as coisa ainda vão se complicar, pq quero dar ao Guilherminho a alegria que eu tenho, em ter irmãos. Ele vai ter só um, assim como meu marido, mas mesmo assim as despesas vão dobrar. Mas isso não tem dinheiro que pague!

Beijinhos nossos pra vcs!

7 comentários:

Renata Coelho disse...

Nossa! Temos muitas coisas em comum mesmo rsrsrs... Eu também penso muito sobre esse assunto, também tive o exemplo da mãe que abriu mão de tudo para ser apenas mãe e que sempre incentivou os filhos a estudar. Sei que ela não se arrepende, porém vejo que em alguns momentos ela desejava ser mais independente financeiramente entende? Sabe aquele lance de pedir dinheiro pro marido rsrsrs. Bom, não é apenas o dinheiro que me preocupa, aliás ele é o que menos me preocupa, me preocupo mais com a educação da minha filha, com a felicidade dela, mas acho que vou ter que encontrar um meio termo entre ser mãe e profissional, pois quero muito continuar trabalhando, amo o que faço e não pretendo parar.
Bjus para vc e para o Gui!

tialu disse...

È anine... eu realmente abri mao de trabalhar fora pra ser mae e dona de casa, e realmente nao me arrependo, principalmente qdo olho pra vc e seus irmaos e vejo que vcs sao pessoas integras, de carater, que nunca me deram aborrecimentos.Realmente de alguma forma me realizo em vcs.Se eu pudesse voltar atras, faria tudo do mesmo jeito.tenho muito orgulho de vcs.valeu a pena!!!Sei que o guilherminho, vai ter uma excelente mamae rsrsrs.
bjo grande.

Viviane disse...

Isso é um assunto bastante complicado mesmo...várias vezes já passou pela minha cabeça parar de trabalhar para me dedicar ao baby, mas por pouco tempo, tipo 1 ano no máximo...mas não sei se consigo...Me conhecendo como me conheço, trabalhando desde os 14 anos, sei que ficar parada não é meu forte, mesmo tendo muita "ocupação" com as coisas do baby, não aguentaria ficar em casa, dependendo do maridão...eu sei que este papo quando ele nascer vai mudar um pouco, para...tenho mesmo que voltar a trabalhar????? Vou deixá-lo tão pequeno e indefeso nas mãos de uma escolinha??? Mas acho que esta será a melhor opção, assim ele já se tornará uma criança independente desde cedo, tendo seu próprio mundo, círculo de amizades, e a mamãe poderá continuar sendo mamãe e profissional...sempre tentando dosar as coisas pra não faltar nem de um lado nem de outro. Vai ser difícil, eu sei, mas vou tentar.

Débora disse...

Eita assunto polêmico!

Eu sou dona de casa. Parei de trabalhar quando decidi ficar grávida. Financeiramente falando, meu salário faz falta para o supérfluo: Eu não compro roupas com a freqüencia que comprava antes, nem maquiagem, nem sapatos. Mas como eu não sou nada consumista, pra mim, tá ótimo!

Eu pretendo trabalhar mais tarde, mas somente em meio período, senão, nada feito!
Eu quero ser mãe PRESENTE. Não quero "terceirizar" a educação do meu filho, de jeito nenhum. Não quero deixar todas as coisas lindas do desenvolvimento passarem diante dos olhos de outra pessoa, só pq eu estarei lá, trabalhando pra satisfazer o ego ou pra comprar coisas superfluas.

Na parte em que vc disse " Ahh, mas talvez se eu trabalhar ele tenha mais oportunidades, ele possa trabalhar mais tarde, fazer uma federal, estudar isso e aquilo..."
Sinceramente, acho isso um grande erro. Aliás, o maior erro dessa geração de tiranos!
Nós somos o que somos justamente pq tivemos que lutar e lutar não é nada ruim não! Aprendemos muito, amadurecemos. Essa coisa de "Meu filho, vc não tem que trabalhar, tem que estudar e isso e aquilo", ao meu ver, cria jovens imaturos demais, mimados, molengas, que não se empenham, não são muito chegados no trabalho e o pior... quando não inventam outras coisas piores pra fazer já que não tem com o que ocupar a cabeça.

Se o Vicente quiser, eu vou incentivá-lo a estudar e trabalhar, batalhar, ganhar o dinheiro com o próprio suor pra saber dar valor a cada coisinha. Não vou dar pra ele tudo o que ele quiser e "tudo o que eu não tive". Não quero criar um tirano não.

Eu comecei a trabalhar com 15 anos, terminei o ensino médio, entrei na graduação. Até hoje não terminei, pq não sei exatamente o que quero. Mas vou! ehheheheeh
Casei aos 21 anos e não me arrependo de nada!
Me orgulho muito disso e não quero que com o meu filho seja diferente.

Minha mãe também é dona de casa, e ela não poderia ter nos dado um presente melhor do que a companhia integral e toda a dedicação que foi tão importante pro nosso desenvolvimento.

Opa, acho que me alonguei. Mas é o que penso...

Beijo!!

Rebeca disse...

Nine, acho que as blogueiras estão pensando nisso juntas. Falei sobre isso ontem e a Naty tb. Cada uma tem sua opinião a respeito, e a verdade é que ficaremos angustiadas qualquer que seja a decisão. Temos que escolher o que nos fará mais felizes, embora não seja uma escolha fácil. Depois que seu bebe nascer, vc terá uma idéia melhor do que é ter um bebe em casa. Daí poderá tomar uma decisão mais precisa. Mas cada momento pede uma coisa diferente. Siga seu coração e seja feliz!

Beijos

nnnn disse...

É menina..é uma coisa séria para se pensar..minha mãe tb deixou de trabalhar quando estava grávida de mim..Sempre tive minha mãe perto..Meu marido foi o contrário, foi criado pela avó e pelo avô e vejo que o amor que ele tem pelos avós é bem diferente do que tem pelos pais..Acho legal a mulher que consegue conciliar as duas coisas...eu optei por parar pq quero ser responsável pela educação da Anna Júlia mas, se o negócio apertar, com certeza não terei problema algum em voltar a trabalhar e pedir um help pra minha mãe!!
bjs!

Prof. Andréia Maria disse...

Oi, Anine pra começar quero dizer que adorei o seu BLOG, sempre leio, mas na maioria das vezes não dar pra comentar. Eu tive o privilégio de ficar com meu filho um ano interirinho, parei de trabalhar quando tava com 29 semanas de gestação(entrei de férias) e só retornei ao trabalho um dia depois do aniversário de um ano dele, só pude fazer isso por conta dos 6 meses de licença prêmio que graças a Deus eu tinha(participei de tudo, vi ele reconhecendo as mãozinhas,dei a 1ª papinha, vi apontar o 1º dentinho, estava presente ele quando começou a engatinhar(tirei até foto)e em tudo que ocorreu no seu 1º ano de vida, foi MARAVILHOSO).Aliás acho que a licença maternidade deveria ser de pelo menos 01 ano, depois que seu filho nascer vc vai me entender. Ah, eu tinha 02 trabalhos, larguei um assim que acabou a LG, pra poder curtir mesmo o meu bebezinho. Sempre dizia: filho neste ano mamãe é só sua, mas no ano que vem mamãe vai trabalhar e vc vai pra escolinha e o meu coração vai contigo, mas pode ter certeza de que todo tempo em que tivermos juntos será de muita qualidade, mamãe vai te dar muita atenção, junto com muito amor, muito carinho, muito beijo e etc.... Neste ano, estou trabalhado de dia num horário móvel muito bom, e dou aula três noites( ele fica com o pai dele, é muito legal, os dois se curtem muito, vc precisa ver a bagunça que fazem), sempre aproveito um pouco das manhãs e das tardes antes e depois do trabalho pra ficar com ele que estuda numa creche particular, pois não conseguiu a pública, ele é de fevereiro vc entende né?, na creche por ser particular, ele também faz horário móvel de acordo com o meu. Hoje estava conversando justamente sobre este assunto com uma colega do trabalho, disse a ela que amo ser mãe e nem por isso deixei de ser profissional, sempre converso muito com o meu filho, sempre explico que o amo muito e que vou trabalhar e sempre vou voltar, mesmo sendo pequeninho ele parece até que me entende, quando chego e ele está acordado, ele abre aquele sorriso pra mim (e diz: mamãe!), e me deixa muito FELIZ. Confesso que tive a mesma dúvida se voltaria ao mercado de trabalho ou não, quando retornei fiquei muito triste, só queria ficar com o meu bebê, faz pouco mais de um mês que voltei a trabalhar, e só estou bem por que meu filho também está bem, ele adora a escolinha e gosta de fazer bagunça com o pai dele, e continua se desenvolvendo bem graças a Deus, e isso me força pra seguir a diante. Tenho saudades da época em que conversávamos na SME, lembra? Um abraço, e beijos pro Guilherminho.Tchau..