Senta que o post é longo!
To escrevendo esse post tem quase um mês. Sempre leio e releio e fico pensando como as pessoas irão me interpretar, pq eu acho muito polêmico o assunto e haverá aqueles q já me acham uma boba de estar pensando assim, mas...
Pois bem, ainda grávida eu comentei sobre o assunto UMA vez e OUTRA vez e estou eu aqui novamente, falando mais uma vez sobre trabalhar fora.
Não quero polemizar, muito menos levantar bandeira!
Detesto o radicalismo e de longe não sou xiiita. Abri mão, muitas vezes, de coisas q eu achava "o certo", dando mão a palmatória e nem por isso me fiz menos mãe!
Amamentei exclusivamente por 6 meses, mas fico indignada qdo vejo outras mães dizendo q qm não amamentou não é mãe. Queria o parto normal, mas precisei fazer cesárea e nem por isso me tornei menos mãe
Enfim...
Agora (meu assunto atual) é falar de trabalho!
Achei q não iria suportar! Ainda não me adaptei ao novo setor!
Butttttt
Tô me achando uma mãe melhor agora do que quando estava em casa o dia todo!
Pára o mundo pq eu fiz essa declaração! Nem eu acreditaria se fosse uma outra pessoa que escrevesse isso, mas eu preciso dizer, gente, é verdade!
Talvez seja a fase do Guilherme que é muito gostosa, talvez seja pq agora tenho mais confiança pra cuidar dele, talvez seja pq ele dorme a noite eu não estou mais como um zumbi, me encostando em qqr canto e tirando um cochilinho toda vez q ele ameaçava fechar os olhos, talvez... talvez... mas a afirmação é verdadeira. #prontofalei
Por trabalhar 6 horas tenho a oportunidade de cuidar do Guilherme na parte da manhã. Na parte da tarde, quando estou trabalhando, sinto muita falta do meu filho. Essa saudade me fez uma mãe melhor, pois qdo estou com ele, não me preocupo com mais nadaaaa. Tá, q antes eu Tb não preocupava, mas agora tenho uma boa desculpa, nénão?? RS
Antes ficava ansiosa pelo sono diurno pra adiantar as coisas, me sentia entediada, com a cabeça vazia, sem assunto com as pessoas. Me sentia fechada num mundo que eu ainda não dominava e cada dia era uma novidade q me colocava a prova.
Claro q Guilherme não me deixava entediada, mas a vida em si, sempre a mesma coisa todo dia! Lavar, passar,cozinhar... essa rotina doméstica que vem junto com "ficar com o filho 24h" me cansava muito. Pelo menos lá em casa!
Agora eu levanto cedo e adianto o que der pois qdo Guilherme acorda eu já estou pronta pra ele. Me jogo no chão brincando de bola, dando gargalhada, brincando de qqr coisa q o deixe feliz. No sono dele pela manhã, aproveito pra tomar banho e adiantar as minhas coisas pra trabalhar, e qdo ele acorda novamente é hora de almoçar, dar banho e mais uma vez "se jogar" no mundinho dele.
Vou trabalhar ás 13h e lá pelas 16 horas vem meu primeiro sinal de saudade: meu peito enche de molhar a blusa. Dá um aperto no coração e sei em pouco tempo vou abraçá-lo até ele não aguentar mais e soltar aquele gritinho querendo dizer "solta mãeeee", hahahahaha
Fico ansiosa qdo tá chegando a hora de bater ponto!
E qdo chego no portão da casa da minha mãe, ele já está me esperando! Bate os pezinhos e me recebe com um sorrisão!
Se joga no meu peito, literalmente, procurando mamá, mesmo que tenha acabado de jantar.E dali até dormir é tudo de bom!
Ainda acorda de madrugada pra mamar, mas quem liga??? rsrsrs
Tô vivendo com tempo de qualidade, pq na quantidade eu não era tão boa.
Parabenizo quem seja. Minha mãe foi uma e algumas mamães aqui da blogsfera tb me passam isso. Aline, Débora, Jacque... são mães que acompanhei desde a gravidez e sei da opção delas de serem mães tempo integral em casa e acho muito bonita a dedicação delas.
Eu tb sou mãe 100% integral, mas eu sou do grupo das que precisam trabalhar e por isso uso meu tempo com qualidade.
Hoje olho pra trás e vejo que poderia ter sido muito melhor. Se eu tivesse conseguido ser uma mãe de qualidade nas 24 horas que passava com Guilherme teria sido muito melhor, mas a maioria das vezes era apenas a mãe da quantidade. Era mãe de quantidade pq no período da minha licença maternidade, Guilherme não dormia bem e isso me desnorteava. Talvez seja isso! Mas não me culpo, tudo tem seu tempo.
Antes, ainda grávida, eu achava balela essa história de tempo de qualidade. Pra mim, isso era desculpa de quem trabalhava fora. Dou a mão a palmatória, novamente ops, tõ quase sem mão, de tantas palmadas, kakakaka
Tá dando pra entender meu post? rs Meio confuso, né? Mas tudo isso pra dizer que Guilherme é tudo na minha vida. Amo muito meu pequeno e trabalhar fora me fez o amá-lo ainda mais(isso existe?), valorizando cada minuto ao seu lado e tentando ser muito melhor do que eu estou sendo a cada dia. Afinal, eu quero educá-lo da melhor maneira possível e a cada momento eu me vigio pra não cair no erro de tentar compensar o tempo fora com passar-a-mão-na-cabeça, entendem?? Não me sinto frustrada por não estar em casa. Não to realizada profissionalmente, como eu já falei anteriormente, mas me sinto bem trabalhando fora e sei que fiz uma boa escolha abrindo mão da carreira, pra ficar meio período com meu filho.
Me comprometi comigo mesma a escrever nesse blog sobre as minhas verdades sobre a maternidade, e essa é uma delas. Tô tomando coragem e publicando!!!!
Beijos
8 comentários:
oi Anine
Sei bem o que vc está querendo transmitir! Seu post não está meio confuso não, rs. Eu tbm me sentia assim qdo estava em casa. Sentia falta do trabalho, das pessoas, de um bom papo, ou seja, de viver em sociedade... uma sociedade real.
É óbvio que os 6 meses q fiquei de licença maternidade foram os mais maravilhosos e intensos da minha vida, mas é bem como vc disse, a gente acaba ficando entediada... não com bb, mas sim dessa vidinha de doméstica e tal... Acho q nós mulheres do século 21 não estamos mais suportando essa vida de lavar , passaR, limpar e limpar ... Tbm queremos (e precisamos) expressar nossos sentimentos ao mundo.
E não é por isso que deixamos de ser mães de verdade. Somos mais do que mães de verdade, pois com certeza se trabalhamos fora, além de precisarmos, fazemos isso por eles tbm não é?
Tbm não vejo a hora do meu expediente acabar e correr para o braço do meu filho, é a hora mais maravilhosa do dia!
Menina, que bom que vc está trabalhando em meio período apenas, pois isso era tudo oq eu gostaria de fazer, pelo menos até o meu baby completar 1 aninho de vida, mas minha realidade é um pouco diferente. Acordo as 7 da manhã, saio as 7:30 e depois disso só vejo meu baby lá por 18:30 (isso sem transito né, rs) e eu sinto mta falta de poder ter um tempo a mais com ele sabe, assim que nem vc tem... pra mim seria o ideal. Masssss fazer oq né.
Adorei o post. Assim como eu, mtas mamães tbm irão se identificar, podes ter ctza!
Bjks :)
Fiz um post em vez de um comentário né...kkkk
realmente, as vezes me pego pensando nas coisas que poderia estar fazendo no trabalho... ainda mais pq minha irmã q tbm é minha vizinha trabalha na msm loja q eu, e sempre vem com novidads, a última não foi tão boa, (a loja tinha sido assaltada)mas da uma saudade. Vc ta ali com seu filhote, e pensando no mundão la fora... mas não me sinto culpada não, sei q adoro ficar com meu filhote(aliás estou viciada nele) e apesar d estar temerosa pelo fim da minha licença q se aproxima, sei que não vou ser menos mãe por ir trabalhar, pelo contrário assim a mamãe aqui vai ter dinheiro pra comprar as coisinhas do filhote, fazer a festinha de um aninho, e tenho certeza q ele não vai me amar menos por causa disso, e realmente na teoria somos feras, mas na prática quanta mudanças, tbm vivo dando a mão a palmatória... Relaxa Anine vc é normal! RS
Deu pra entender exatamente tudo o que vc quis transmitir e foi uma delícia ler! Eu ainda não tenho esta vontade louca de voltar a trabalhar, faltam quase 3 meses pra terminar a licença então acho que esta vontade ainda virá...rs.. Sempre trabalhei e nunca me imaginei dona de casa. Só passei a me imaginar assim depois de grávida, pq só pensava em cuidar do meu filho. Mas minha realidade é igual a sua, eu preciso trabalhar, então tenho que encarar né? Minha idéia é fazer como vc, trabalhar 6 horas, o que ainda está sendo avaliado ($$$).
Vc não sabe como foi bom ler este post e saber que quando eu voltar a trabalhar não vai ser só sofrimento...rs.. Adorei! Beijo!
O post não ficou confuso e nem polêmico, apenas verdadeiro.
Conciliar trabalho e filhos é um assunto assustador para as mães de hoje em dia.
A maioria de nós teve mães que largaram tudo pelos filhos e que nem sempre aconselham isso a suas filhas porque sabem que a realidade de hoje é outra. Nem sempre o pai consegue manter a casa sozinho porque os salários estão cada vez menores e como uma colega minha disse "não nascemos em berço de ouro" e precisamos trabalhar para dar o melhor aos nossos filhos. E me identifiquei demais com a parte que vc fala da mãe da quantidade, sinto que às vezes fui essa mãe também e agora terei que me transformar na mãe da qualidade assim como vc.
Seu post foi reconfortante para mim que segunda-feira voltarei ao batente e estou no sofrimento de deixá-la. Para mim um pouco pior porque será período integral, mas sei que vou conseguir e sei também que é o melhor para nós.
Ótimo post, obrigada pelas palavras!!!
Olá Anine,
Que bom que se sente uma mãe de qualidade. Já tinha escrito sobre isso pra vc assim que vc passou a trabalhar meio período. A qualidade do tempo junto dos nossos filhos é muito mais importante do que a quantidade do tempo, pois vivemos intensamente cada pequeno segundo quando estamos com nossos filhos. É contagiante a nossa alegria ao ver o sorrizo deles quando chegamos do trabaho. Eu estou amando, Vítor já me chama de mamãe "Andéia", eu amoooo. Sempre quando chego ele vem todo feliz, e diz: a mamãe chegou e ma abraça. E eu não sou dessas mães que dão presentes todos os dias não, de jeito nenhum( Tenho uma amiga que era assim com seu filho). Sou sempre calma e tranquila, dou bastante atenção, conto histórias, canto músicas e agente consegue fazer várias coisas juntos no tempo em que estamos juntos. Vítor simplesmente me faz muito feliz!!! E olha que minha vida tem uma rotina muito intensa, são várias coisas pra fazer, só não faço a limpeza da casa, pois tenho uma diarista, pois do resto graças a Deus estou conseguindo dá conta. Sou feliz pois quis muito ser mãe e graças a Deus consegui, sou uma mãe de muita QUALIDADE!
Bjs!!!
Anine, somos todas iguais, precisamos trabalhar...e mesmo quem não precisa quer voltar a trabalhar! Eu queria muuuito ter ficado com meu filho até ele completar 1 ano e meio e ir para a escolinha, mas a minha realidade foi outra e eu tive que voltar quando ele tinha apenas 4 meses...chorei, e ainda choro...penso besteiras, morro de ciúmes quando ele não quer vim comigo e chora pra ficar no colo da vovó...é um misto de sentimentos que só quem é mãe sabe explicar! Esse fim de semana ele ficou grudadinho comigo...hoje eu sei compartilhar os horários, limpo a casa às 9 da noite na sexta feira..pq o fim de semana é só nosso! Huahauhaa...sou muito mais mãe agora!
Bjokas
Anine, primeiro: saudades, muitas saudades de passar por aqui!
Me emocionei lendo seu post. É o que sinto também, não tem nada confuso e nem há nada para se polemizar.
Eu admiro muito as mães 24h de qualidade, inclusive as que Você citou, mas sério, eu percebo hoje que sou uma pessoa e mãe muito melhor para o Rafa do que aquela que ficava em casa com ele o dia e a noite inteira.
E sou do partido que serei uma mãe melhor se for feliz e realizada. Como trabalhar fora me faz bem (ainda que não me realize 100%) sinto, assim como Você, que quando chego em casa sou inteiramente dele.
Você tem toda razão em tudo que escreveu e eu faço parte do seu time, inclusive nas inquietações...
Um beijo e abraço bem forte, nos dois
PS: ah, ainda não consegui parar para comentar, mas o corte de cabelo dele ficou lindolindo e as fotos dos atos eu amei. Logo vou lá registrar tudo isso. Bjs Bjs
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